domingo, 28 de julho de 2013




JMJ na cidade. A crueldade com a cidade. Tudo está interligado, não falo só dos peregrinos, falo do todo. Falo de cada responsável, posso inclusive - bem possível - estar também falando de mim.
É invasivo e cruel quando a política pública é a lei do Quem dá mais. E no caso dos moradores do Rio, só se vê esta política, estamos sendo atravessados e expulsos. 

Nada contra os mega eventos. Tudo contra a falta de estrutura. Quem tudo come, tudo caga. Hoje, domingo - 28.07.2013, vê-se que prefeitura e governo do Rio, comeram demais (vai na praia de Copacabana, no metrô, na rodoviária, no aeroporto, em Guaratiba...tá tudo cagado). Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. 

Caminhando pela Av. Atlântica, no trecho entre o Leme e a Rua Santa Clara, vê-se muitas contradições. Acho que ninguém passa por ali sem que seja atravessado de alguma maneira, não sou religiosa e o Espírito Santo não me capturou neste trecho, porém um emaranhado me atravessou: freiras sentadas em cima ou ao lado do lixo, garis sobrecarregados de lixo, pessoas em preces, imagens santas ao longo da praia - intactas observando e com frio, muito xixi, muito xixi, sirenes, fãs que não sabem se tiram foto com Padres, com o Exército, com a PM ou com o Copacabana Palace, freiras histéricas (Ops!), freiras com mochila da Hello Kitty, moradores praticando corrida dominical, ecopontos, JMJ Store lo-ta-da(loja oficial), Franciscanos enlameados de maionese e catchup, crianças catadoras de latinhas. 




É confuso andar pela Via Sacra das contradições, tanto Sagrado e tanto Profano. Nada ali era bonito, nada! Tudo feio, sujo e fedido, mas aos olhos dos 3 milhões de peregrinos, deve ser pelo menos sagrado. 
Uma forma de penitência, expurgar os pecados, se livrar de todo mal.
Coisa do tipo: fui na JMJ, passei frio, passei fila, passei fedô, passou rato, passou Vadias, Vândalos, Luan Santana, Passou um cachorro quente por R$ 5,00 - eu comi, passei mal, passou Papa. Passei todos os pecados da humanidade e paguei todos os meus.

E em Guaratiba que só sobrou o profano? Nem o sagrado deu as caras, de sagrado só a mãe natureza, que mostrou quem manda, que mostrou que tá fora da Papagaiada dos que se acham donos do mundo.
Em Guaratiba só sobrou dívida, pobre, lama, Barata, lixo, rato, o marmoreiro Rodrigo Silva (empenhou R$ 10 mil para erguer 1 banheiro com 12 privadas ao lado da sua casa, localizada em frente à papapiscina).

Ninguém vai usar O Banheiro do Papa...










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Sou atriz. Faltou-me coragem para ser viajante ou mendiga. Talvez ser atriz seja a tentativa de ser o que me faltou coragem. Viajante eu consigo ser mais ou menos 2 vezes por ano, mas não chega aos pés da viajante dos meus sonhos, aquela que vai indo... Mendiga eu não sou nunca, nunca fui...já fui no teatro, Maria Maluca, uma personagem inspirada na Maria Maluca, uma mendiga doida da minha infância em Nova Iguaçu. E esse Blog também me falta coragem. Coragem é tão importante, ainda mais quando se fala em ser viajante, mendiga e ter um blog, afinal de contas são decisões que esbarram diretamente na opinião e no olhar do outro, tem que ter coragem para enfrentar o olhar do outro. E sabe que me falta? Vou tentar.