JMJ na cidade. A crueldade com a cidade. Tudo está interligado, não falo só dos peregrinos, falo do todo. Falo de cada responsável, posso inclusive - bem possível - estar também falando de mim.
É invasivo e cruel quando a política pública é a lei do Quem dá mais. E no caso dos moradores do Rio, só se vê esta política, estamos sendo atravessados e expulsos.
Nada contra os mega eventos. Tudo contra a falta de estrutura. Quem tudo come, tudo caga. Hoje, domingo - 28.07.2013, vê-se que prefeitura e governo do Rio, comeram demais (vai na praia de Copacabana, no metrô, na rodoviária, no aeroporto, em Guaratiba...tá tudo cagado). Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar. Mas aqui é a lei do dinheiro, não importa o impacto que as pessoas, o meio ambiente e a cidade vão passar, importa o quanto eles vão ganhar.
Caminhando pela Av. Atlântica, no trecho entre o Leme e a Rua Santa Clara, vê-se muitas contradições. Acho que ninguém passa por ali sem que seja atravessado de alguma maneira, não sou religiosa e o Espírito Santo não me capturou neste trecho, porém um emaranhado me atravessou: freiras sentadas em cima ou ao lado do lixo, garis sobrecarregados de lixo, pessoas em preces, imagens santas ao longo da praia - intactas observando e com frio, muito xixi, muito xixi, sirenes, fãs que não sabem se tiram foto com Padres, com o Exército, com a PM ou com o Copacabana Palace, freiras histéricas (Ops!), freiras com mochila da Hello Kitty, moradores praticando corrida dominical, ecopontos, JMJ Store lo-ta-da(loja oficial), Franciscanos enlameados de maionese e catchup, crianças catadoras de latinhas.
É confuso andar pela Via Sacra das contradições, tanto Sagrado e tanto Profano. Nada ali era bonito, nada! Tudo feio, sujo e fedido, mas aos olhos dos 3 milhões de peregrinos, deve ser pelo menos sagrado.
Uma forma de penitência, expurgar os pecados, se livrar de todo mal.
Coisa do tipo: fui na JMJ, passei frio, passei fila, passei fedô, passou rato, passou Vadias, Vândalos, Luan Santana, Passou um cachorro quente por R$ 5,00 - eu comi, passei mal, passou Papa. Passei todos os pecados da humanidade e paguei todos os meus.
E em Guaratiba que só sobrou o profano? Nem o sagrado deu as caras, de sagrado só a mãe natureza, que mostrou quem manda, que mostrou que tá fora da Papagaiada dos que se acham donos do mundo.
Em Guaratiba só sobrou dívida, pobre, lama, Barata, lixo, rato, o marmoreiro Rodrigo Silva (empenhou R$ 10 mil para erguer 1 banheiro com 12 privadas ao lado da sua casa, localizada em frente à papapiscina).
Ninguém vai usar O Banheiro do Papa...
Nenhum comentário:
Postar um comentário